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Quanto custa trocar a fiação elétrica de um apartamento em SP?

Tabela de custos para trocar a fiação elétrica de apartamentos em SP em 2025. Saiba o que encarece o serviço, o que avaliar no orçamento e quando fazer a troca.

Rodrigo Souza13 de setembro de 2026
Eletricista realizando troca completa de fiação elétrica em apartamento em São Paulo, com quadro de distribuição aberto e novos circuitos sendo instalados
Foto por Cyndel Cardoso na Unsplash

Você comprou um apartamento, fez uma vistoria rápida e o eletricista disse a frase que nenhum reformador quer ouvir: "a fiação está no limite, melhor refazer tudo antes de mudar". O problema não é a decisão em si, que na maioria dos casos faz sentido. O problema é que você não tem nenhuma referência concreta para saber se o orçamento que vai receber é justo, exagerado ou perigosamente barato.

Este guia resolve isso. A seguir você encontra uma tabela com faixas de custo por metragem e por cenário, os fatores que mais impactam o valor final e o que olhar antes de assinar qualquer contrato.


O que significa "trocar a fiação" de um apartamento

Quando um eletricista fala em refazer a instalação elétrica, pode estar se referindo a coisas bem diferentes, e entender essa distinção evita que você pague por mais do que precisa, ou aceite um escopo menor que resolve o problema pela metade.

Troca parcial: substituição dos fios em um ou mais circuitos específicos, como o da cozinha, do banheiro ou do ar-condicionado. Indicada quando apenas parte da instalação está degradada ou subdimensionada.

Troca completa: remoção e substituição de toda a fiação do apartamento, incluindo quadro de distribuição, circuitos, tomadas e pontos de luz. Indicada em imóveis com mais de 25 a 30 anos que nunca passaram por reforma elétrica, ou em casos onde a fiação é de alumínio (padrão comum em apartamentos construídos entre 1960 e 1985).

Fiação de alumínio não é necessariamente um problema imediato, mas exige atenção. O alumínio oxida com o tempo e nas conexões, o que aumenta a resistência elétrica, gera calor e eleva o risco de curto. Em reformas completas, a substituição por cobre é a recomendação técnica padrão.

A norma que rege instalações elétricas residenciais no Brasil é a NBR 5410. Ela define critérios de dimensionamento de circuitos, proteção por disjuntores e separação de circuitos por função, como iluminação, tomadas de uso geral e circuitos dedicados para equipamentos de alta potência.


Tabela de custos: faixas de mercado na Grande SP em 2025

Os valores abaixo refletem faixas praticadas no mercado da Grande São Paulo em 2025, considerando mão de obra e materiais básicos (fios, caixas, disjuntores de reposição). Materiais de acabamento como espelhos, tomadas e interruptores de design específico são custo separado.

Metragem do apartamento Troca parcial (1 a 3 circuitos) Troca completa com quadro novo
Até 50 m² R$ 1.800 a R$ 3.500 R$ 5.000 a R$ 9.000
51 a 70 m² R$ 2.500 a R$ 5.000 R$ 8.000 a R$ 14.000
71 a 90 m² R$ 3.500 a R$ 6.500 R$ 12.000 a R$ 18.000
Acima de 90 m² A partir de R$ 5.000 A partir de R$ 16.000

Esses valores são referências de mercado para orientar sua negociação, não preços tabelados. O valor real do seu caso depende do estado atual da instalação, do número de pontos, do tipo de acabamento escolhido e do acesso às paredes (alvenaria versus drywall, por exemplo). Para saber o valor específico do seu apartamento, o caminho é uma visita técnica com levantamento in loco.

O que mais encarece o serviço:

  • Apartamento em alvenaria maciça: abrir e fechar rasgos para passar eletrodutos custa mais do que em construções com paredes de drywall ou apartamentos mais novos com eletrodutos acessíveis
  • Necessidade de aumentar o padrão de entrada de energia (responsabilidade da distribuidora, mas impacta o projeto)
  • Circuitos adicionais para ar-condicionado, forno elétrico ou carregador de veículo elétrico
  • Instalação de proteção contra surto (DPS) e diferencial residual (DR), que hoje são recomendados pela NBR 5410 e fazem diferença real na segurança do imóvel

O que costuma ser esquecido no orçamento

Quem está planejando uma reforma completa de apartamento tende a tratar a parte elétrica como item secundário, algo que "se resolve depois da obra". Esse raciocínio cria dois problemas práticos.

Primeiro: a troca de fiação precisa acontecer antes da pintura e, idealmente, antes do assentamento do novo piso. Abrir rasgos na parede depois que o ambiente está pintado significa retrabalho pago duas vezes. A sequência correta numa reforma completa é: demolição e alvenaria, instalações (elétrica e hidráulica), revestimentos, pintura, acabamentos.

Segundo: o escopo elétrico influencia diretamente o projeto de interiores. Onde você vai colocar a TV, quantos pontos de tomada o home office precisa, se vai instalar iluminação embutida: tudo isso precisa estar definido antes de o eletricista começar, porque mudar depois custa caro.

Outro ponto que passa despercebido: a aprovação do projeto elétrico pelo condomínio. Muitos prédios exigem que a reforma elétrica seja feita por profissional com registro no CREA e que o projeto seja apresentado à administração antes do início das obras. Vale chechar a convenção do condomínio antes de fechar o contrato.

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Como avaliar um orçamento elétrico antes de assinar

Três perguntas que você deve fazer a qualquer eletricista antes de fechar negócio:

1. O orçamento inclui o projeto elétrico ou só a execução? Para reformas completas, um memorial descritivo com o mapeamento dos circuitos é o mínimo. Sem isso, você não tem como comparar dois orçamentos, porque pode estar comparando escopos completamente diferentes.

2. Quais materiais estão incluídos e qual a especificação? Fio 1,5 mm² e fio 2,5 mm² têm funções diferentes e preços diferentes. Disjuntor de marca genérica e disjuntor de fabricante reconhecido têm durabilidade diferente. Peça a especificação por escrito.

3. A instalação segue a NBR 5410? A pergunta parece óbvia, mas serve como filtro. Profissional que não sabe responder ou que diz "a norma é muito exigente para apartamento pequeno" é sinal de atenção.

Se você está reformando um apartamento na Zona Norte de SP e precisa de um eletricista com experiência na região, o critério de escolha deve incluir histórico verificável, escopo detalhado por escrito e garantia sobre o serviço executado.


Conclusão

Trocar a fiação de um apartamento em SP custa, em média, entre R$ 5.000 e R$ 14.000 para imóveis de até 70 m² em reforma completa. Esse valor varia conforme o estado atual da instalação, o número de circuitos necessários e o tipo de construção.

O erro mais comum nessa etapa não é pagar mais caro do que deveria. É fazer a troca no momento errado da reforma, depois que as paredes já estão pintadas, ou com um escopo incompleto que vai exigir nova intervenção em dois anos.

A Zelador do Lar atende a Zona Norte de São Paulo com serviços de elétrica integrados ao restante da reforma, sem que você precise coordenar eletricista, pedreiro e pintor em agendas separadas. Se você está planejando a reforma de um apartamento na região e quer um orçamento detalhado com levantamento in loco, descreva o seu caso pelo WhatsApp (11) 96248-8935 e receba retorno sem compromisso.


Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a troca completa de fiação em um apartamento de 70 m²? Em média, de 5 a 10 dias úteis para execução, dependendo do número de circuitos e da complexidade do acesso às paredes. Esse prazo não inclui o tempo de cura do reboco após o fechamento dos rasgos, que precisa ser respeitado antes da pintura.

É possível trocar a fiação sem quebrar as paredes? Em alguns casos, sim. Se os eletrodutos existentes estiverem em bom estado e com percurso adequado, é possível puxar o fio novo pelo mesmo caminho. Mas isso depende de avaliação in loco. Em apartamentos antigos com fiação embutida diretamente no reboco, sem eletroduto, a abertura de rasgos é inevitável.

Fiação de alumínio precisa ser trocada obrigatoriamente? Não há obrigatoriedade legal para imóveis existentes, mas a recomendação técnica em qualquer reforma completa é substituir por cobre. O custo da troca durante a reforma é muito menor do que o custo de uma intervenção futura motivada por falha na instalação.

O condomínio pode proibir a troca de fiação? O condomínio pode exigir projeto assinado por responsável técnico e aprovação prévia, mas não pode proibir o proprietário de adequar a instalação elétrica interna da sua unidade. Consulte a convenção antes de começar.

Pronto para resolver esse problema?

Perguntas frequentes

Quanto custa trocar toda a fiação elétrica de um apartamento em São Paulo?+

A troca completa custa entre R$ 5.000 e R$ 14.000 para apartamentos de até 70 m² na Grande SP em 2025, incluindo mão de obra, fios, caixas e disjuntores. Valores variam conforme metragem, tipo de construção e número de circuitos.

Quando vale a pena refazer toda a instalação elétrica de um apartamento?+

Em imóveis com mais de 25 a 30 anos sem reforma elétrica, em apartamentos com fiação de alumínio ou quando a instalação está subdimensionada para os equipamentos atuais. A troca completa é mais econômica quando feita durante uma reforma geral.

É possível trocar a fiação elétrica sem quebrar as paredes?+

Em alguns casos sim, se os eletrodutos existentes estiverem em bom estado. Em apartamentos antigos com fiação embutida diretamente no reboco, sem eletroduto, a abertura de rasgos é inevitável e precisa ser prevista no orçamento.

Fiação de alumínio em apartamento precisa ser trocada?+

Não há obrigatoriedade legal para imóveis existentes, mas a recomendação técnica é substituir por cobre em qualquer reforma completa. O alumínio oxida nas conexões, aumenta a resistência elétrica e eleva o risco de curto-circuito.

Quanto tempo leva a troca completa de fiação em um apartamento?+

Em média de 5 a 10 dias úteis para execução em apartamentos de até 70 m², sem contar o tempo de cura do reboco após o fechamento dos rasgos, que deve ser respeitado antes da pintura.

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